Quem investe na urna fraudulenta?

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URNAS, ARANHA E PASSAROS G

As belas vozes de Carlinhos Brown e de Daniela Mercury são colocadas a serviço do voto eletrônico. Prazam os céus que eles não sejam apenas ventricosos bem recompensados – financeira e midiaticamente -, deseja ardentemente o Saci…

 

P.

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ara o Saci, é temerário dizer que só a Arte emancipa, ou afirmar que é a Ciência apenas que liberta. Tanto o labor do artista quanto o do cientistas podem ser apropriados por cérebros dominadores que tanto usam a Arte quanto a Ciência para atingir os seus propósitos secretos e inconfessos. Por uns míseros trocados – isto é, míseros se comparados com os malefícios que provocam – qualquer profissional pode vender sua mais-valia, ou disponibilizar sua competência,  seja cognitiva ou sensível,  por uma causa que nem sempre conhece bem as entranhas…

E não é dizer que o artista seja mais vulnerável, uma vez que ele precisa da mídia para sobreviver. Também cientistas dependem da mesma mídia para se tornarem conhecidos, e terem seu produtivismo badalado aos quatro cantos. Da mesma forma que os artistas, os cientistas ou pesquisadores precisam ter seus projetos aprovados, precisam vender livros, precisam descolar pro labore após suas palestras. Ou seja, entre a Ciência e a Arte há sempre a possibilidade do vil metal se interpor, conforme as conjuminâncias sacizescas. A louca e inocente vontade de tudo fazer pelas Ciências e pelas Artes, sem nada receber em troca, só é encontrada nos livros infantis para crianças do estágio sensório-motor (de 0 a 2 anos), segundo a classificação de Piaget…

Como se observa, descascar o pepino não é tão fácil como se pensa.

Os reiterados apelos que o Prof. Francisco Santana vem fazendo aos doutos da UFBA para que se discuta a Urna Eletrônica brasileira, felizmente foi bem recebido pelo Prof. Nelson Pretto, da FACED, que irá discuti-la (pela segunda vez, é bom que se diga) na disciplina Polêmicas Contemporâneas, no próximo dia 15 de setembro, às 18h, no Auditório II da Faculdade de Educação/UFBA, que fica no Vale do Canela.

Veja a programação da discussão AQUI.

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3 Respostas to “Quem investe na urna fraudulenta?”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l” da UFBA:
    ———————————–

    Prezado Prof. George Lima.

    Para dar continuidade ao meu e-mail anterior sobre esse assunto tenho agora três alternatvas: 1) responder aseu e-mail, 2) dar continuidade ao vídeo do Prof. Aranha apresentando o teste de Princeton em urna similar pois nos EUA não tem TSE para proibir, 3) apresentar o segundo vídeo onde são entrevistados outros dois especialistasqu iscordam de Carlinhos Brown e Daniela Mercury. Seguirei essa ordem.

    1) Resposta ao Prof. George Lima.
    O vídeo nos enviado pelo Prof. George Lima

    http://oglobo.globo.com/brasil/tse-nao-fara-teste-publico-das-urnas-eletronicas-antes-das-eleicoes-12715187

    É bem oportuno e esclarecedor e explica melhor do que eu, o vídeo que enviei do Prof. Diego Aranha. Todos deveriam asistir esse vídeo enviado pelo prof. George Lima e cotejá-lo comoque eu enviei do \prof. Diego Aranha.
    Não haveria necessidade de falar mais nada, mas como sou chato, responderei aos dois primeiros parágrafos do Prof. George Lima.

    a) O vídeo mostrado do Prof. Aranha justamente sobre a questão tecnológica. A urna tem uma vulnerabilidade tecnológica: ela não garante o sigilo do voto por culpa do soft instalado. O Prof. Aranha e a equipe da UnB decifraram a criptografia, que inclusive o Prof. Aranha classificou de infantil o recurso utilizado, e colocaram por ordem devotação os votos dados aos candidatos. Então a questão é tecnológica também e como o marketing dela é feito em função justamente da tecnologia, ela torna-se um grande blefe tecnológico.

    È evidente que existe também a questão jurídico-política e que é a principal, mas a urna é justamente o embuste tecnológico usado para se conseguir os objetivos inconfessáveis jurídico-políticos.
    Obs.: Agora mesmo está saindo na mídia uma propaganda enganosa do TSE afirmando com todas as letras que a sistema garante o sigilo do voto. Ora, foi o próprio TSE que patrocinou os testes em que foi provado que o sistema não garantia o sigilo do voto. Esse cinismo agressivo do TSE só pode ser explicado se admitirmos que existe um poder invisível acima dos juízes do TSE e do TSF. E os fatos que tem ocorrido no Brasil levam a suspeita de que existe esse poder invisível e clandestino acima dos poderes constituídos.
    b) Não há necessidade de ser especialista para perceber que a urna é um embuste. Veja-se o link do Saci, https://osaciperere.wordpress.com/ha-credibilidade-na-urna-brasileira/ , a cidadã Domicília Bezerra, da cidade de Caxias, Maranhão, que não aparenta ser especialista em informática, afirma com convicção e está certa, de que não há garantias de que o voto dela é computado corretamente. Ela se baseia provavelmente num raciocínio simples e correto: você depositaria dinheiro num caixa eletrónico se não recebesse um recibo de volta?
    A máquina faz o que um ser humano por trás dela manda fazer. Os técnicos de informática do TSE serão santos, seres sobrenaturais, imunes a qualquer tipo de fraquesa humana? Os juízes que têm salários maiores salários e carreiras mais promissoras não se corrompem?
    Quando você faz um x num papel, você tem certeza que o x foi feito no lugar certo, mas quando você digita um número no teclado de um computador, você não pode garantir nada sobre o que o programa de computador fez com aqueles comandos.

    Francisco Santana

    ———————————–

    Em 4 de setembro de 2014 16:31, George Lima escreveu:
    Meus dois cents…

    Sobre o tema, costumo dizer que esta questão é mais jurídico-política do que tecnológica. Afinal, temos apenas uma instituição que elabora as regras, estipula os procedimentos, executa-os e julga os possíveis recursos contrários às suas ações.

    Apesar de ser da Computação, não sou da área de segurança e, portanto, não costumo opinar sobre as questões tecnológicas relacionadas ao tema. O fato é que sabemos que em computação não existe nada 100% seguro ou 100% correto: é impossíel provar que um dado sistema de razoável complexidade não falha. Podemos apenas aumentar nosso grau de confiança nos sistemas e existem técnicas para isso.

    Neste sentido, a partir do momento que o Brasil implantou o voto eletrônico, há um dilema para o TSE:

    A. Se o TSE abre o sistema a testes públicos, a confiança na democracia pode ser abalada, pois vamos certamente verificar falhas eventuais ou sistemáticas

    B. Se o TSE não abre o sistema a testes públicos, a falta de transparência também gera (e de fato está gerando já faz algum tempo) a mesma desconfiança!

    Pelo que me lembro, antes do voto eletrônico, notícias de fraudes em urnas eram constantes. Havia ainda erros de contagem e o processo era demorado. Agora, notícias de fraudes são mais raras e o processo todo é rápido. O problema é que antes as fraudes eram localizadas e, de certa forma, a sociedade podia acompanhar o processo, tendo a oportunidade de verificar possíveis falhas/fraudes. Agora, a sociedade assiste a apuração literalmente como telespectadora, sem possibilidades de qualquer interferência/auditoria durante o processo. Do jeito que está, qualquer falha/fraude pode ser mascarada (isso explica a drástica diminuição de notícias sobre fraudes nas eleições?). Até que todo o sistema entre em colapso pela razão B.

    Tratando o problema de forma mais científica, optar por A, estipulando procedimentos públicos de certificação pode ajudar a manter a confiança no sistema a medida em que o sistema eletrônico de votação vai se aprimorando. Isto se tudo for estabelecido de forma clara e transparente, acredito eu.

    Por fim, segue mais um artigo publicado em O Globo sobre o assunto (desculpem-me caso o o mesmo já tenha circulado por aqui):

    http://oglobo.globo.com/brasil/tse-nao-fara-teste-publico-das-urnas-eletronicas-antes-das-eleicoes-12715187

    É interessante observar que até pouco tempo a Globo costumava divulgar as “virtudes” do sistema de votação eletrônica brasileiro. Estamos acompanhando o lado B do dilema ou isso foi causado por que o TSE deu um primeiro passo (e recuou) na direção do lado A?

    abs

    George
    ———————————-

    Em 4 de setembro de 2014 14:19, Francisco José Duarte de Santana escreveu:

    Em quem devemos acreditar?
    Em Carlinhos Brown, Daniela Mercury ou no Prof. Diego Aranha? (quando o assunto é urna eletrônica)

    Quem os professores da UFBA indicam, como referência para seus alunos sobre o assunto?

    Carlinhos Brown, Daniela Mercury ou o Prof. Diego Aranha?

    É um assunto que deveria ser ventilado diariamente, dado a sua importância e as revelações do Prof. Diego Aranha.
    Segue o currículo Lattes do Prof. Diego Aranha:

    http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4702495E7
    Os de Carlinhos Brown e Daniela Mercury, não encontrei.
    No e-mail anterior escolhí justamente o vídeo,


    Dada a respeitabilidade do entrevistado no assunto, como também era um vídeo de poucos minutos, pois os professores da UFBA são muito ocupados.
    Esse vídeo é o relato de um desafio feito pelo TST, para que se provassem ou apontassem vulnerabilidades da urna brasileira.
    A equipe da UnB, coordenada pelo Prof. Diego Aranha, conseguiu apesar das limitações impostas pelo TSE, provar que o sistema de de embaralhamento de votos da nossa urna era ineficaz. A equipe da UnB conseguiu colocar todos os votos da urna por ordem de votação (no tempo) e consequentemente possibilitando a identificação do eleitor que votou em A ou em B. Semelhante à violação do painel do senado.
    O Prof. Diego Aranha, inclusive classificou de infantis os recursos usados pelo técnicos do TSE.
    Aí vem a pergunta. Se uma equipe externa alheia ao projeto pode desfazer a mágica dos projetistas do TSE, o que não podem fazer os próprios técnicos do TSE que fizeram o projeto de embaralhamento, que fizeram a própria mágica?.

    Em resumo a equipe da UnB, provou que não existe o sigilo do voto, pelo sistema brasileiro. Assim, como aconteceu na violação do painel do senado, um técnico do TSE pode identificar o voto de um secretário de governo e dar essa informação (ou vendê-la) ao governador. E esse então punir sem dar explicações o seu secretário sem este ter idéia do porque está sendo escanteiado. Ou seja, tanto a investigação como a punição são invisíveis.
    Quebra-se o sigilo do voto, mas a deteção e a punição são sigilosas.
    Essa é uma característica da sociedade atual: o controle invisível substitui o controle ditatorial aberto.
    Assim a urna brasileira oficializa o voto de cabestro, não só para quem gnha até dois salários mínimos mas até para quem tem pretensão de chegar a ministro do STF.
    O professor Diego aranha tambéma firma que encontrou outras vulnerabilidades mas o TSE não permite a execução dos testes.

    Revejam ou vejam o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=msCp5n5aIEQ
    e confiram.
    Francisco Santana
    ——————————————–

    ———- Mensagem encaminhada ———-
    De: Francisco José Duarte de Santana
    Data: 3 de setembro de 2014 14:32
    Assunto: Especialistas de computação de grandes universidades brasileiras se manifestam. Há credibilidade da Urna brasileira lá fora?
    Para:

    Dando continuidade ao tema que acho de maior prioridade.
    Desta vez escolhi um cardápio de vídeos obedecendo a dois critérios. Menor tempo e respeitabilidade científica do entrevistado.
    Prato 1) Obedece aos dois critérios
    https://www.youtube.com/watch?v=msCp5n5aIEQ Especialista e professor da UnB (e UNICAMP), Diego Aranha
    O seu currículo Lattes pode ser visto em:
    http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4702495E7
    Tempo: doze minutos.
    Prato 2) Obedece mais ao segundo critério: Respeitabilidade dos entrevistados. Além disso a entrevista é feita pela TV SENADO, que num gesto excepcional rompeu com a censura e patrulhamento feitocontra os entrevistados.

    Entrevista na TV SENADO com Amilcar Brunazo Filho e Pedro Rezende

    O Prof. Pedro Resende, prof. da UnB já foi um dos primeiros representantes do Brasil em congressos de Criptografia. O Eng. Amilcar Brunazoéhoje incontestavelmente a maior autoridade em urnas eletrônicas brasileiras e estudioso também de sistemas eletrônicos do mundointeiro.
    Tempo de duração: 31minutos.
    Prato 3) Obedece ao primeiro critério. Um discurso violento de um deputado denunciando a urna como fraude

    Fernando Chiarelli.

    Tempo: 12 minutos. Mas basta assistir os primeiros 5 minutos, pois o importante do vídeo é demonstrar que apesar de uma denúncia tão bombástica feita por um deputado na Câmara Federal, a mídia não divulga nada.

    ———————————————–

    ———- Mensagem encaminhada ———-
    De: Francisco José Duarte de Santana
    Data: 25 de agosto de 2014 20:46
    Assunto: Fwd: [debates-l] Re: Há credibilidade da Urna brasileira lá fora?
    Para:

    Refleltir é preciso (Prof. Caio).

    Observações e reflexões sobre o e-mail enviado anteriormente.
    1) Depois que foram feitos esses vídeos, 2012, alguns fatos novos já surgiram, como o fato da Índia ter abandonado sua urna de 1ª geração tipo brasileira. O único teimoso agora é o Brasil.
    2) No vídio que enviei,

    Tem uma revelação fantástica. No Congresso internacional sobre voto electrónico, realizado em Lima – Peru, a delegação do Paraguai relatou que os EUA pagaram ao governo Paraguaio para usarem as urnas brasileiras. Daí decorrem questões e conclusões. Vejam de novo no vídeo a partir do ponto 00:21:25
    A – Se as brasileiras não são aceitas nos EUA, porque os EUA obrigam os paraguaios a usarem-na?
    B – Isso comprova como eu disse antes, que o poder que decide sobre o uso das urnas eletrônicas estava acima dos partidos PT e PSDB. E por essa informação agora, ultrapassa as fronteiras nacionais. Por isso que a mídia brasileira não discute o assunto e o STF e o ministério publico (ver também no mesmo vídeo) têm um comportamente estranho com relação a esse assunto. Trata-se de um poder muito forte.

    Reassistam os vídeos da mensagem abaixo

    ————————————————————–

    De: Francisco José Duarte de Santana

    Data: 25 de agosto de 2014 11:38

    Assunto: Fwd: [debates-l] Re: Há credibilidade da Urna brasileira lá fora?

    Para: “debates-l@listas.ufba.br” , apubemmovimento

    Voltando ao assunto prioritário que é sistema eleitoral brasileiro.
    Já enviei em mensagem anterior o link:
    https://www.youtube.com/watch?v=Op9N2EyoZHo A verdade sobre urnas eletrônicas! (eng. Amílcar Brunazo). Que é uma aula completa sobre urna electrónica.

    Como é um vídeo muito longo, exigindo talvez muito esforço mental, envio agora este segundo, menos extenso:

    https://www.youtube.com/watch?v=kpinZwI3gfs que pode ser encontrado também em:

    https://osaciperere.wordpress.com/ha-credibilidade-na-urna-brasileira/

    Nesse vídeo, aos 00:03:22, tem uma cena comovente que é a fala da eleitora abaixo:

    Uma jovem humilde da cidade de Caxias do interior do Maranhão constatou corretamente a verdade, mas por incrível que pareça, os professores de computação da UFBA ainda não sederam conta disso.

    Eu proponho que o Departamento de Matemática da UFBA convide Domicilia Bezerra para fazer uma palestra sobre urna electrónica.

  2. osaciperere Says:

    A pergunta que se faz é: será que o time que está ganhando – ou o partido hegemônico -, tem interesse em investigar a segurança das urnas?

  3. altino Says:

    PREZADOS,
    para completar as aberrações do sistema eleitoral brasileiro leiam a matéria “eleições 2014: mais de 50% dos votos nulos não podem anular pleito” no site do TSE que destaca o paragrafo 2o do Artigo 77 da Constituição. Importante dessa matéria é a afirmação do ministro Henrique Neves do TSE sobre o VOTO NULO: “as regras constitucionais brasileiras dão peso ‘zero’ para esse voto de protesto: ele não é considerado para o resultado das eleições”.
    Mais ainda: “Segundo a legislação, apenas os votos válidos contam para a aferição do resultado de uma eleição. Voto válido é aquele dado diretamente a um determinado candidato ou a um partido (voto de legenda). Os votos nulos não são considerados válidos desde o o Código Eleitoral (Lei n. 4.737/1965).
    Em síntese, QUE DEMOCRACIA É ESSA?
    Essa matéria escancara o fato das eleições serem programadas com o único objetivo que se vote em alguém. Portanto: voto de legitimação obrigatória!!
    QUE TAL???
    vejam em: http://www.tse.jus.br/noticias-tse2014/Agosto/eleicoes-mais-de-50-dos-votos-nulos-nao-podem-anular-um-pleito
    Saudaçoes,
    altino

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