SECBA: nova direção

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Pinheiro 2016.

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

cap t 0307.
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enho conversado com amigos  e todos são unânimes em perguntar qual o motivo da escolha do atual secretário da Educação do governo Rui Costa, o senador Walter Pinheiro, uma vez que o ilustre político nem da área é…
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Alguém pode argumentar que os outros também não o foram. É verdade. Para ser titular da SEC ou do MEC, não é preciso ter qualquer envolvimento com a Educação. Tudo fica por conveniências dos arranjos políticos. Ainda assim, há um senão. O senador Pinheiro nem mais é do PT. No momento, ele está sem partido. Segundo a mídia, “Nos últimos meses como senador, Walter Pinheiro defendeu a realização de novas eleições presidenciais em outubro deste ano. Ele também é um dos autores de uma proposta de plebiscito para questionar se os eleitores são a favor da realização de um pleito presidencial ainda em 2016”. (Fonte AQUI).
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Não se acredita que a nomeação do mesmo tenha sido por conta de eventualmente assegurar mais um votinho em favor do retorno da presidente afastada, Dilma Rousseff, quando da votação do Congresso, uma vez que o parlamentar, ao que tudo indica, não votaria favorável ao impeachment. O mistério continua.
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Uma coisa é certa e que conta ponto em favor do senador: tempos atrás, ele era um assíduo frequentador das Assembleias da Apub, hipotecando sempre solidariedade aos docentes, enquanto parlamentar, na época em que a bomba da Proifes ainda não havia sido jogada para dividir e enfraquecer a categoria. Diferente de outros parlamentares ditos de esquerda, o senador Walter Pinheiro também não foi signatário da “destituição” do nome do “Aeroporto Dois de Julho”  em favor do afago ao carlismo da época.
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Espera-se que, à frente da SEC-BA, não siga as trilhas perversas e retrógradas neoliberais dos seus antecessores.
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ASSIM INDAGOU A VACA TATÁ
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Sabe-se que a Educação não tem constituído a menina dos olhos dos governos petistas; sabe-se que os secretários de Educação não são escolhidos no meio de quem vive a educação. Tudo isso é sabido, mas no mínimo o novo titular da pasta desperta curiosidade, na condição de atualmente não estar filiado a qualquer partido, pois deu adeus ao PT que vinha contestando. No momento ele engatinha. Tudo é muito novo. A pergunta que não quer calar é: poderá andar com autonomia? Ou tudo isso faz parte do pôquer político?
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Veja registro do Baú do Saci.

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