Sem indignação seletiva

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sem indignação seletiva 2016

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assim falou

 

n cap g.

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ão tem mais-mais: deveu, pagou! E sem esse negócio de indignação seletiva como se vê entre os partidários petistas e tucanos. Qualquer juiz que queira honrar a toga, tem que tapar bem tapado os olhos da moça que segura a balança da justiça. E fim de papo.

Praticou mensalão, petrolão, evasão fiscal, raios que o parta, vendeu medidas provisórias? Não tem chorumelas. Tem que acertas as contas com a justiça. Fez trambique com funcionários-fantasmas, com a merenda das crianças ou o remédio dos idosos – cana! Praticou negócios escusos, organizou quadrilha para gerir cartel de trem, mandou dinheiro para paraísos fiscais, sonegou impostos, transportou cocaína em helicóptero? Vai ter que explicar tudo bonitinho ou terá que ver o sol quadrado. E “zefini”!

Seja homem, mulher, velho, novo, rico pobre, político, empresário, empreiteiro, armador, militar, civil, artista, religioso, ateu, anjo ou demônio – ajoelhou, tem que rezar. Pessoa física ou jurídica, preto ou branco, marrom ou lilás – ninguém escapa. Dura lex sed lex. Ah! Mas é o Bradesco, ou o Banco Safra, ou o RBS, ou a Globo, ou a Record, ou ao SBT, ou a Gerdau, ou a Ford, ou a Mitsubihi, ou o partido X ou o partido Y, ou o presidente, ou o ex-presidente, ou o senador, ou o deputado, ou o prefeito, ou o vereador, ou o pipoqueiro da esquina – são tutti buona gente, ponho a mão no fogo por eles! Neca de catibiriba! Escreveu e não leu, o pau comeu! Claro que tudo dentro dos conformes, lavadinho, passadinho, que ninguém é mais bestinha para achar que um juiz pode fazer o que lhe der na telha… Ou será que pode?

Cadê os universitários do Direito?

Calado eu estava, calado eu fiquei.

Menandro Ramos

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