– Solidariedade é a chave!

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Colegas da UFBA,

Venho solidarizar-me com o colega Luiz e os demais que, de forma muito gentil, pediram um Ato de hombridade a atual diretoria da APUB.  Saiam enquanto é tempo de uma ainda dignidade e que ela não se torne mínima dignidade. A situação nacional caminha para uma tragédia caso as IFES não permaneçam unidas diante do desplante e imoralidade do governo. Não podemos aceitar atitudes que vão de encontro aos anseios da base dos docentes. Atos escondidos ou que não representam o que é deliberado em assembleia, não tem valor algum e devem ser veementemente repudiados.

Marco A. Tomasoni
IGEO-UFBA

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Pois é meus caros,

tenho imaginado como vai se comportar o PROIFES em relação à série   de questões que nesse momento está sendo transferida da mesa de negociação para o GT que se pretende criar. Já imagino, votará  coladinho ao Governo sem consultar a sua base, até mesmo por se  tratar de uma cúpula e possuir uma base “mínimo minimorum,  praticamente inexistente”!

Por exemplo, como se comportará em relação ao número mínimo de  horas  de aulas, de 08h para 12h? Lembremo-nos dos votos dos  “nossos”  colendos representantes docentes no CONSUNI, à época, os  Professores  João Augusto Rocha e Joviniano Neto: discursaram  contrariamente, de  modo dócil, submisso e servil, mas VOTARAM  FAVORAVELMENTE ao aumento  ilegal e confrontante com a LDB!

Os PROIFISSENSES  gostam e sabem ser cupulistas, dissimulados, sorrateiros… Nisso muito se parecem com os pseudoempresários exploradores da UFBA, em proveito privado, os quais submergiram de súbito, como num passe de mágica. Eu, no meu canto, já não mais me iludo com tais leões: não se abaixam para rezar e sim para dar algum  bote!

Há um caminho alternativo: façam um exame profundo de consciência, revisem seus princípios e valores e evenham contribuir com a nossa   luta. Caso isso não aconteça creio que, no mínimo, o movimento deve  votar uma moção solicitando à direção atual da APUB que tenha a  hombridade de pedir demissão.

Luiz Anibal – DCTM / EP – UFBA.

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Pois é, minha Cara Colega.

Quando, na assembleia, sugeri que a tal proposta do Proifes não fosse levada em consideração, o “fogo amigo” queria me estorricar…

Imaagine os adversários!

Concordo com você. Fora o Proifes, para a saúde do movimento docente!

Abr.

Menandro

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Pessoal,

Quando enviei hoje pela manhã, uma mensagem pictográfica, perguntando em que mundo estamos, passei o dia todo com a pergunta na cabeça. Havia assistido  vídeo de um certo cabra do proifes falando por aqueles que fazem o movimento de greve, pior, falando positivamente da proposta do governo. Greve, que eles não sabem o que é, que tentaram destruir com plebiscitos e falsas polêmicas. Agora vem com esses tais de quinze pontos, rebaixando a pauta e deixando tudo parecer nosso interesse em dinheiro. Os intelectuais deste país não podem ceder a este tipo de gente, usurpadora, vil. Não tenho planos para nada, porque não tenho dinheiro, meu salário não paga minhas contas, e não é por isto que estou acompanhando uma

greve. Estou em greve pelo futuro da instituição pública, que envolve os técnicos, meus colegas, meus amigos; estou em greve pelos estudantes para uma melhor qualidade formativa para melhorar  o Brasil. Estou em greve, porque vou me aposentar um dia e gostaria de só me aposentar, e não ter que trabalhar até morrer. Estou em greve, porque tenho muitos colegas aposentados vivos, que querem e têm direito ao reconhecimento do que fizeram, para trazer esta  universidade até nós. Estou em greve por uma carreira justa. Estou em greve por um microfone de cintura, para que possa dar minhas aulas sem perder as cordas vocais. Para chegar no banheiro e estar limpinho e em condições de uso.

O  proifes nasceu de uma manobra do governo para a dividir o movimento entre resultados rebaixados e continuidade da luta, que os desgasta. Principalmente em ano eleitoral. Mas não fazemos chantagem, não estamos pedindo o impossível, somente que eles se adequem às necessidades da instituição universidade pública e não nós a eles e ao mercado. Enquanto nossa democracia não lutar pela prestação de contas, pela transparência, que transcenda publicar salários, para expor as vidas das pessoas, não terá jeito. Na democracia, os  salários dos empregados das empresas privadas também seriam publicados.  Somos trabalhadores, hoje, qualquer pode ver nossas vidas em nome de  pegar corrupto, que só muita investigação, por dentro da máquina será capaz de ver. Resulta daí, que tem gente graúda na UFBA que passa  o tempo da greve a abrir contracheques e comentar os salários dos colegas, técnicos e docentes, e comenta como são  vultosos, menos o dele, claro. E ficamos parados, acatando tudo, momento de greve que tem gente de fora para ouvir, é preciso pedir transparência na  situação do Reuni, das cotas, por exemplo. Neste mundo surreal, em que um sindicato ungido pela justiça como negociador que é obrigado pelo governo a aceitar o proifes na mesa de negociação e  os milhares de sindicalizados em greve, não fazem nada contra, só tenho vontade de puxar a cordinha e descer pela porta da frente…

Procurando não habitar o mundo dos silentes, sugiro do meu humilde lugar de uma sem sindicato, que a próxima assembleia analise a  proposta de exigir que o governo retire o proifes da mesa. E mais, que articulemos  os nossos amigos nas demais seções sindicais para pedirem o mesmo. Que o proifes seja silenciado porque é fantasma, aliás, criaturas do governo para nos assombrar.

É isso!

Beijos

Maria Inês Marques

Uma resposta to “– Solidariedade é a chave!”

  1. Menandro Ramos Says:

    Solidariedade é a chave para abrir o cofre da “viúva” em favor da
    nossa Educação, tão manipulada pelos políticos dos podres poderes.

    Dinheiro limpo para reconstruir o nosso país e o mundo! Solidariedade com os trabalhadores do mundo, com os desempregados, com os que precisam da mão amiga!

    Para o Saci, a Arte sozinha não pode nada, mas com a Educação pode ser “u’a mão na roda do Mundo”. E que a Vaca Tatá, que não tá prosa, não queira me perguntar se o mundo tem roda…

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