Posts Tagged ‘Arte’

O papel social da Arte…

março 5, 2017

… e dos artistas!

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Para o Saci, deliberadamente ou não, os nossos grandes artistas acabam levantando a bola da mídia, não deixando que ela caia jamais. Se isso é verdade, a Arte não necessariamente liberta… Ou, quando muito, emancipa economicamente alguns medalhões.

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A arte pode dar para qualquer um

novembro 8, 2016

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Para o Saci, o uso da Arte é ilimitado: entorpece, publiciza, obscurece, vende, pedagogiza, emancipa e o escambau. Aém do mais, a bela voz de uma risonha artista pode tanto louvar um ente sagrado  no esquema 0800 quanto ser remunerada por um cobiçado cachê…

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Já para a Vaca Tatá, o surrealismo do governo biônico pode inaugurar uma nova estética de contornos e matizes mercenários de assalto ao bolso do contribuinte…

Deu na mídia:

Em meio a ajuste, governo Temer gasta R$ 500 mil com show de samba Leia mais (AQUI)

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Ciência e Arte pró capital

agosto 6, 2016

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ara o Saci, qualquer recém adolescente, saído da infância, já dispõe de intrumentos cognitivos para entender que o modo de produção capitalista –  que desenvolveu a razão instrumental técnica de robustez nunca vista antes na históriada humanidade -, pode não levar essa mesma humanidade a um ponto de equilíbrio sem carência ou excesso, conforme já preconizava o jusnaturalismo aristotélico, mas que as pirotecnias largamente praticadas pelo capitalismo deslumbram, deslumbram! Nem todo adulto ou  inteletual experiente consegue escapar do embevecedor canto das sereias. Na Antiquidade mitológica, Ulisses já sabia disso.

Segundo o pestinha, diante dos condicionamentos culturais impostos, primeiramente, pelo direito teocrático medieval e, mais tarde, pelos diversos construtos da ordem jurídica burguesa, – entre outros condicionantes que nos chegaram até o presente, inclusive o das Ciências Naturais tratadas segundo a lógica do capital – , até intelectuais, supostamente dotados de criticidade, se rendem diante da sedução pirotécnica que cria um fazer híbrido estonteante envolvendo a tecnologia, filha da ciência, e a arte, cria da sensibilidade humana…

De acordo com a ordem jurídica burguesa em que nos encontramos, o Direito se assenta na base normativa juspositivista, ou no direito imposto pela razão do Estado, em benefício hegemonicamente do capital. Como corolário, fazer “jutiça” é aplicar as normas, sejam justas ou não. Para Aristóteles, entretanto, a justiça estava no ato de distribuir ou de reparar algo. Desse modo, dar alimento para quem tem fome, ou remédio para tem a saúde afetada, ou casa para quem não tem teto, ou educação para quem não nasce pronto etc., seria atender carências que a grande maioria da população tem urgência em ver resolvidas.

Diferente da concepção aristotélica de justiça, o estado liberal burguês prefere  investir no ordenamento jurídico que cria leis contra manifestações (apontadas como “terroristas”, para confundir o público), dos que precisam de pão, de teto, de cuidados médicos e de eduação formal para viver.

Pensando na possibilidade de o filósofo estagirista estar com a razão, em que pese a beleza da abertura da Olimpíada do Rio, há de se pensar no quanto o povo carioca foi injustiçado, carente que está de muitos direitos sociais, inclusive assegurados na Carta Magna, pelos que deveriam zelar pela res publica, mas que preferiram cuidar dos interesses de pequena fração burguesa destas e de outras plagas.

Ao povo restou apenas o circo, e o direito de bater palmas…

o outro lado

A foto acima, que circula nas redes sociais, resume bem a fulgurosa Olimpíada do Rio…


Obs.: De forma intencional, preferimos nem nos embasar diretamente nos chamados “teóricos de esquerda”, ainda que, alguns deles, nutrissem grande admiração por Aristóteles, o qual foi execrado a partir  do nascimento do pensamento econômico liberal… (nota do redator deste Blog).

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A Arte é fogo!

agosto 2, 2016

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FORA TEMER 2016Para o Saci, bobo é quem pensa que a tocha é algo inútil!…

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SÓCIA 2016.

PLIMPLIM 2016ESQUERDA DIREITA 2016GRADE 2016.

 

Conexões

maio 21, 2016

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CONEXÕES 2016.

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esde tempos muito remotos que os artistas servem o poder e o poder se serve dos artistas, seja o poder religioso, seja o poder político…

Artesãos, artífices, artistas, arquitetos estiveram presentes na Babilônia, Grécia, Roma, Alemanha nazista… O documentário “Arquitetura da Destruição”, abaixo, só para ilustrar, produzido e dirigido pelo cineasta sueco Peter Cohen, dá ideia do quanto Hitler usou e abusou da Arte. Há de se constatar que a dimensão particular da arte está sempre presente, mostrando as contradições do real: o grande Carlinhos Brawn é uma peça do quebra-cabeça que liga a Globo ao governo Lula/Dilma. Mas outras “peças” ou “interesses” também possibilitam outras conexões da mídia como o poder político e financeiro. Talvez o momento peça para concentrarmos a artilharia no nefando Temer que promete transformar a vida do trabalhado um inferno…

Rede social é isso: o Prof. Marcio Correia Campos, da UFBA, reverberou um post de alguém que havia publicizado Aninha Franco. E vem o Saci e mistura tudo… Bom, o texto primeiro que foi forjado pelos eventos da política e da cultura brasileira deve ser conhecido. Com a licença de Aninha Franco*:

Trilhas: o que a Sociedade acha

A Sociedade acha que “Lei Rouanet” e ladrão se equivalem, que artistas são “vagabundos” e que MinC não presta pra nada. A Sociedade contesta a manutenção do MinC com hospitais fechados, leitos perdidos e “desemprego Dilma” que atinge, atualmente, 11 milhões de brasileiros. E alguns poucos da Sociedade sabem – e não escreveram sobre isso, ainda -, que Dilma pretendeu extinguir o MinC antes de Temer. Essa Sociedade que acha e manifesta sua opinião nas redes sociais e paga os impostos que se transformam em patrocínios está ausente da Cultura brasileira. Alguns Artistas distantes da Sociedade, como os Políticos, não entendem por que a Sociedade chegou nesses achados.

O MinC foi criado por José Sarney, autor do IDH do Maranhão, em 1985. Em 1990, Collor extinguiu o Ministério com uma canetada, mas Itamar Franco o trouxe de volta quando assumiu, implorando que alguém fosse seu ministro. Antônio Houaiss aceitou reclamando que o orçamento não sustentava uma secretaria estadual, que inexistia infraestrutura e que a Lei criada por Paulo Rouanet (1991), que nunca funcionou a serviço da Cultura, era anacrônica. Saiu sem vitórias, em 1993, substituído por Jerônimo Moscardo que quis fazer uma revolução ateniense na cultura, e foi ejetado dela pelos Fenícios que implantaram o Plano Real no País.

Então, passearam pelo MinC, de 1985 a 1994, nove ministros, até que Francisco Welffort, petista de origem, se estabilizou no cargo aplicando a lei Rouanet, uma lei de audiovisual paternalista planejada por Houaiss (1992), usando a administração caótica montada por Celso Furtado. Esse MinC bichado patrocinou projetos do Sudeste (89,5% dos patrocínios), como o atual, ignorou a subsistência de projetos.BR referentes, e investiu milhões em patrocínios na Bróduei Paulista, que mesmo assim cobrou ingressos caríssimos. A Sociedade foi emputecendo a cada um desses fatos.

Gilberto Gil assumiu esse ministério, em 2003, com poder midiático para fazer dele uma pasta de Cultura a serviço de Artistas e Sociedade, mas customizou o ministério bichado de Welffort com um marketing de “Esquerda Camarote” até 2008, deixando, de importante, os pontos de cultura que, enquanto casas sem conteúdo, não servem pra nada. Dizem os que assistiram, e ainda não escreveram sobre o assunto, que quando Gil assumiu o ministério, em 2003, Juca Ferreira foi posto na Secretaria Executiva do MinC com resmungos de “não sou da área”.

Juca ficou secretário e se tornou ministro sem ser da área. Por isso, a Sociedade não entende como o Centro Histórico de Salvador está arrasado depois de 13 anos, quatro meses e 11 dias de ministros baianos no MinC. A que serviu esse MinC ? Como é que os ocupantes do Teatro Vila Velha pedem dinheiro à Sociedade depois de 13 anos, quatro meses e 11 dias de fidelização do Teatro ao projeto de poder do PT? A que serviu esse MinC ?

O Vila Velha teve um pensador, João Augusto, que escreveu no Plano de Trabalho do Teatro, nos Anos 1960, que nenhuma casa artística deveria se envolver com “ideologia, seja ela qual for”. Isso serve ao MinC e aos artistas do Vila Velha. Temer não extinguiu um Ministério, extinguiu um aparelho de propaganda lulopetista mantido com verbas que deveriam proteger a Biblioteca Pública Nacional, os Centros Históricos do País, sua Memória e resguardar a independência criativa dos Artistas brasileiros.

* Aninha Franco é escritora


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Será Arte?

janeiro 16, 2016

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o Saci não me deixa em paz: O que pode a Arte?
A Arte flerta com o poder?
A Arte é uma espécie de “vaselina” ou de gazua? Ou ambas?
A Arte é neutra?

Maldita hora em que o governador da Bahia cortou as cordas… Perdi minha paz!

Ópio baiano

janeiro 15, 2016

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Ópio.

A.
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o ler a postagem de um médico baiano, via Facebook, sobre  as dificuldades do HGE, o meu amigo de gorro e pito me perguntou:
– Chefia, os artistas conseguem dormir bem, sabendo que o dinheiro que faturam pode significar mortes e sofrimentos de centenas de pessoas?
Antes que eu pudesse ensaiar uma resposta, ele próprio foi dizendo:
– Talvez durmam sonhando o sonho dos anjos e até ronquem…
Segue a postagem do médico:
Dr. DJALMA DUARTE – CREMEB 8072 – Via Facebook

ACONTECEU HOJE – recado para o Governador Ruy Costa:
Acabo de chegar em casa depois de um plantão de 12 horas no Hospital Geral do Estado e, ao ler essa notícia que anexei [AQUI]  “Ivete e Bell recebem R$ 840.000,00 do governo para tocar sem cordas”, fiquei revoltado e me perguntando se o Governador Ruy Costa sabe dos seguintes detalhes:1) Mais um plantão em que eu e um outro colega trabalhamos sozinhos em uma triagem de emergência para atender um número tão grande de pacientes externos e internados (9 deles em situação grave e indicação de UTI, monitorizados, alguns intubados), com o auxílio de apenas uma ou duas enfermeiras e alguns poucos auxiliares de enfermagem, um ABSURDO TOTAL.Éramos 3 médicos até 6 meses atrás, mas precisaríamos de algo em torno de 5 para um atendimento, digamos… humano. Um dos médicos (lembram aquele que eu vinculei em um artigo anterior, cerca de 6 meses atrás, quando usei o título “Os amigos do rei”?) saiu aparentemente de licença médica e, IMAGINEM O DESCASO COM A SAÚDE, nunca retornou e não colocaram nenhum substituto, APESAR DO CHEFE DE PLANTÃO fazer essa solicitação diversas vezes! Ou seja, éramos 3, precisávamos de mais dois, mas acabou SAINDO MAIS UM.A desculpa? – “FALTAM RECURSOS”. Pois é gente… DINHEIRO, porque médico não falta, se o Governador ou o Secretário de Sáude tiver alguma dificuldade de encontrar plantonistas, peço que me liguem que eu gastarei uns 15 minutos para encontrar uns 10 colegas dispostos a trabalhar. Mas para pagar a Ivete e Bell o governador tem dinheiro – essa quantia relatada aí na reportagem daria para pagar um plantonista por cerca de DUZENTOS E QUARENTA MESES, isso mesmo, 20 anos… esses políticos são ou não são piores que um câncer?

Imaginem vocês o que representa uma situação dessa: tenho alguns poucos minutos para atender e resolver o problema de um paciente, alguns segundos de espaço entre um e outro atendimento e NENHUM momento de descanso… MAS, será que todos têm esse gosto e essa determinação em tentar resolver tudo, será que todo chefe de plantão fica feito o nosso andando pra lá e pra cá feito doido pra tentar resolver tudo? – óbvio que não, nem têm obrigação de cobrir os erros do governo. Se o movimento aumentar 10% ocorrerão mortes a cada hora por falta de atendimento.

Para os senhores terem uma idéia dos que atendi sob internamento e acompanhei hoje, só eu (não estou contando o que o meu colega atendeu): um Acidente Vascular Hemorrágico gravíssimo + dois choques sépticos + um Edema Agudo de Pulmão + uma insuficiência respiratória por acidose + uma insuficiência cardíaca + uma provável embolia pulmonar. Todos com prontuários FEITOS por mim, detalhadamente, e IMPRESSOS EM COMPUTADOR (que, por sinal, eu levo de casa porque FALTAM RECURSOS à SESAB, já pedi diversas vezes e, como nunca fui atendido, levo o meu computador e a minha impressora). Os que atendi e liberei foram muitos, dois deles eu mandei para o ambulatório da Mansão do Caminho para ficarem sob os meus cuidados porque, se eu não fizer isso, não iriam encontrar atendimento do SUS e morreriam à míngua.

2) Precisei de Ecocardiograma para três pacientes graves e, IMAGINEM, a colega que faz esse exame está de licença e, PASMEM, não colocaram substituto… MAIS AINDA, a que trabalha na quinta está de férias e, IMAGINEM, não colocaram substituto… MAIS AINDA, só tem profissionais fazendo Ecocardiograma na maior emergência pública da Bahia esses dois dias na semana; resumindo: estamos sem Ecocardiograma no HGE durante todo o mês, sem esse exame é quase impossível lidar com pacientes cardíacos; resultado, tratamento inadequado e possível aumento de mortalidade. Porque isso ocorre? – “FALTAM RECURSOS”. Pois é gente… DINHEIRO, porque Ecocardiografista não falta e o aparelho está lá, parado quase o tempo todo porque não contratam médicos; se o Governador ou o Secretário de Saúde tiver alguma dificuldade de encontrar esses profissionais, peço que me liguem que eu gastarei uns 15 minutos para encontrar uns 10 colegas dispostos a trabalhar.

Com o dinheiro que eles vão dar para esses dois cantores poderíamos colocar o aparelho de Ecocardiograma para funcionar TODOS OS DIAS, durante 34 meses, isso mesmo, dois anos e dez meses. Mas eles vão dar R$ 840.000,00 para uma comemoração de Carnaval, apenas cerca de 6 horas para cada cantor.

3) Pra finalizar, ainda temos que lidar com uns idiotas que chegam à emergência achando que o pessoal de saúde é palhaço de circo. Uma filha de paciente queria porque queria que eu desse alta à mãe dela (apenas três horas depois de internada) ANTES dos resultados de laboratório, acusando a Nutrição e a Enfermagem de descaso (MENTIRA, ela queria era ir embora para sentar a bunda em frente a uma televisão) – desse tipo de gente que não consegue ficar tomando conta dos pais por duas horas seguidas sem ficar desesperado para ir embora… conhecem? – dei-lhe um esporro, ela desistiu de assinar alta a pedido, mas fez uma cena enorme dizendo que eu sou “inconveniente”… sou mesmo, para brigar por um paciente sob meus cuidados compro qualquer briga. Ela conseguiu a alta depois, ao meu ver indevidamente, mas não com a minha assinatura. Quer ver um cara “brabo”? – mexa com paciente meu.