Torta de maçã

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PODRES 2016

O Saci insiste que errei, que virei foca e que os professores Petronílio e Ovídio estão corretos quanto à sua única perna… OK, então! (Menandro)

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Otimista é quem nem dá bola quando tem um O a mais na torta… Rss
Saci

..

N

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inguém pode prever o quanto a palavra tem poder. Jamais o Prof. Telésforo podia imaginar que uma sua postagem acabaria em torta de maçã… De toda forma, o bom é que não terminou em pizza!

MENANDRO (FACED):

Vale repetir a resposta que dei ao Prof. Petronílio, do IQui….

Quanto ao suposto desânimo, ser realista não é estar desanimado… É bom não olvidar que o fato de a UFBA – como um todo – se recusar em sair da sua zona de conforto – por hipótese –, não significa que os oprimidos de fora dela sigam o mesmo caminho.

OVÍDIO (IGEO):

Ué Menandro, e eu que pensei que eram três, os pés! Dois seus e um do indivíduo! Vocês não estavam juntinhos?! Deixou passar essa, foi? Tá virando ‘foca’!?
Quanto às suas indagações dão o que pensar! Então, não é nesse contexto que vosmicê, e outros abnegados da causa, vêm operando intensamente nestas Listas, nos últimos anos? Tão malhando em ferro frio? Não! Assim, não cabe o clima de desalento! Ânimo, companheiro, amanhã ‘já foi’ outro dia!

MENANDRO (FACED):

Meu bom e atento companheiro Petrô,
Diria que vc tem o olhar de águia se tivesse atentado para duas coisas:

1) esqueceu que um pé do Saci vale por 2?
2) o que eu disse a respeito de escrever através do IPad?

De toda forma vou lhe dar um 9,5. Rss.

E tirando “os pés do Saci, tem alguma coisa a observar A respeito das minhas indagações?

Grande abraço.

PETRONÍLIO (IQUI):

Olá Mena,
Que “estória” é essa de Saci estar a ” refrescando os pés sob a rotação …”. Desde quando o travesso de “gorro e pitu”, tem plural em membro de andar (ou correr, claro)????

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MENANDRO (FACED):

Prezados,

Bem juntinho de mim, também deitado e refrescando os pés sob a rotação máxima de um ventilador, neste verão que mal começa e já promete ser escaldante, o Saci me amola para que eu também meta o meu bedelho na conversa. Resisto, mas logo capitulo, com a promessa de ser breve. Não quero propor uma tese. Minhas sinapses estão baianamente preguiçosas como dizem por aí. Danem-se os nossos detratores… Rss. Assumo minha preguiça.

Portanto, quero apenas fazer umas perguntinhas:

A comunidade da Ufba está, de fato, preocupada com a “emancipação humana” conforme nos influenciaram os nossos melhores gurus, formadores dos nossos construtos ideológicos? E se a nossa comunidade universitária estiver preocupada em apenas consumir o que de melhor as vitrines dos shoppings centers arquitetaram para nos seduzir? E se Althusser e Mascaro, entre outros, estiverem corretos quando dizem que ao nascermos já fomos forjados com uma formatação ideológicas para pensarmos e agirmos conforme a lógica da ordem societária comandada pelo capital? E se os docentes da UFBA só tiverem nos seus horizonte de mundo, por exemplo, a aquisição de uma casa ou de um AP situado num “bairro nobre”, ou como objeto de desejo um carrão do último modelo e mais aquele Cruzeiro dos sonhos pelos mais badalados “templos” de consumo do primeiro mundo, com o propósito de fruir e usufruir das mais cobiçadas grifes?

Em outras palavras, e se o foco da nossa e das universidades do mundo não for nada além da razão instrumental, aquela mesma que há décadas vem dando régua e compasso para que uns poucos submetam a maioria? E se todas essas indagações forem pertinentes, ao modo de Lênin, perguntaria à comunidade da Ufba, sem excluir uma só alma viva: “O que fazer?” Uma Assembleia Universitária daria conta?

(Texto sem revisão. Bobo é quem pensa que escrever através de um IPad é a nona maravilha do mundo contemporâneo…). [Obs: posteriormente fiz algumas correções].

ALTINO (FFCH):

PREZADO CHICO!!

1) enquanto sugestão, está aberta para críticas e proposições inclusive se deve ser uma disciplina.

2) uma simples disciplina tem problemas: pode ser apenas mais uma caixinha entre as dezenas que os estudantes cursam. Daí, é um desafio diferenciá-la!

3) Aproveito para colocar algumas questões centrais:- a universidade forma ou deve formar pessoas\profissionais críticos e criativos e com a compreensão ampla da complexa sociedade que vivemos ou sua formação deve ser limitada apenas aos conhecimentos de sua área, os conhecimentos especializados?- um conhecimento amplo, crítico e criativo interessa ao status quo? Conhecer é básico para intervir?- objetivamente, os estudantes de TODAS as cinco áreas da UFBA têm acesso a conteúdos das ciências humanas e sociais (sociológicos-históricos-políticos, econômicos, filosóficos entre outros) que permitem formar uma ideia da estrutura, organização e funcionamento da sociedade?
– a formação especializada, fragmentada e compartimentalizada que a universidade promove, forma pessoas críticas, com a compreensão sociopolítica e cultural que os capacite a compreender as relações sociais complexas e contraditórias, a micro política do cotidiano e a macro política que decide os destinos da população?
– a política é algo central ou secundário?

4) importante tuas criticas contundes, o resgate histórico mas:
– é evidente, que não se pensou em nenhum momento em “Pra frente Brasil”;- a experiência, o passado deve servir como exemplo, base, para orientar na formulação de propostas adequadas.

5) formulou-se a sugestão a partir de FATOS CONCRETOS, inclusive estatísticas:- qual a contribuição através de documentos e atividades da Faculdade de Filosofia e, especialmente dos docentes dessa Faculdade (destaco as exceções promovidas por alguns poucos) para discussão sobre a situação de CRISE da UFBA e da educação em geral durante os quatro meses de greve de 2015? – quantos docentes de FFCH participaram do Comando de Greve e do espaço de debates e reflexão representado pelas dezenas de assembleias que aconteceram durante os quatro meses de greve?- qual tem sido a contribuição efetiva, com documentos e intervenções, dessa Faculdade na discussão socioeconômica e política da universidade e da sociedade (mais uma vez com as ressalvas)? – os grupos de pesquisa, a pós, integra-se com o patinho feio, a graduação?- o conhecimento gerado na pós, nos grupos\núcleos tem sido elaborado e\ou socializado com os estudantes de graduação ou existe uma violenta separação?- se não se analisa a estrutura, analisa-se na UFBA os problemas do cotidiano, da conjuntura socioeconômica, político, cultural e ambiental?- que temáticas são trabalhadas nos núcleos e grupos?

6) por outro lado, aconteceu recentemente uma disputada eleição para reitor. Quantos docentes, estudantes e funcionários participaram, efetivamente, tanto dos debates quanto do processo eleitoral? Quantos votaram?- não disponho dos dados, mas, quantos por cento dos professores e estudantes votaram nas eleições para reitor? – os números permitem que tipos de conclusões sobre a compreensão relativa à realidade? Enfim, como temos um Congresso na pauta, alguns pontos para reflexão e debate!!!

 

FRANCISCO SANTANA:

A proposta pode ser boa se melhorada.

Na ditadura militar foi estabelecida uma disciplina desse tipo que foi apelidada de PRA FRENTE BRASIL que depois foi abolida.

A primeira iniciativa de uma disciplina desse tipo foi feita em 1890 pelo positivista (Ateu consequentemente) Benjamin Constant, para os cursos primários e técnicos com a função não só de brasileirar brasileiros, mas particularmente os imigrantes operários que chegavam ao Brasil e seus filhos. (Leia mais AQUI).

Em 1940, governo Getúlio Vargas, com a reforma Capanema, é introduzido nos currículos do primário e secundário a Educação Moral e Cívica.

Na década de 1950, fruto do fim da guerra e do Estado Novo, a juventude brasileira se torna precocemente politizada. Aliás, não só a brasileira mas a de toda a A. Latina em contraste com a Norte-Americana que era ridiculamente alienada e só se interessaria por política com a guerra do Vietnã.

Para uma juventude militante em política pouca serventia ou nenhuma teria um curso desses após os 15 anos de idade. É como se quisesse ensinar missa a vigário ou o bê-á-bá ao catedrático da matéria.

Com a ditadura, é proibida pela força essa militância política, mas a proibição pela força não acaba apenas radicaliza essa militância, ou que é pior leva ao sectarismo, interrompe o debate democrático.

A volta à democracia vem, portanto contaminada com esse sectarismo e o pior com o arrivismo dos que se omitiram ou até apoiaram a ditadura (queriam se dar bem na nova conjuntura). Dessa situação se aproveitaria o imperialismo para impor outra ditadura, a do dinheiro, do consumismo, que levaria a uma nova radicalização, não baseada no desprendimento, no altruísmo, mas no egoísmo. E muitos sectários de esquerda passaram inconscientemente para sectários do utilitarismo; dos arrivistas e dos sectários de direita é desnecessário falar.

A criação dessa disciplina agora para os cursos da educação fundamental é, em princípio, necessária, mas o seu conteúdo poderá levar a um interminável debate entre políticos e pedagogos, sem falar que poderá ser ridicularizada pela turma do celular e do WhatsApp.

Num currículo universitário é mais discutível ainda, pois existe uma faculdade de Filosofia na UFBA e não só nela, mas na FACED e outros da área de humanidades, existem grupos de pesquisa e de debates de marxismo e de política em geral. Talvez uma disciplina sob formas de seminários e palestras (na ditadura era assim, mas o direcionamento era lastimável), cujos temas seriam escolhidos com a participação dos alunos.

A não ser que o Prof. Telésforo tenha uma visão particular de sua área, Geociências.

TELÉSFORO (IGEO):

Universidades e entidades de classe deveriam liderar movimento para incluir noções de Educação Política / Cidadania nas escolas. Trata-se de um trabalho de longo prazo, mas talvez seja a única saída para se criar, no futuro, um país melhor, com princípios, valores, oportunidades e bem-estar para todos. Com a palavra a Ufba e a Apub.

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Torta-de-Maçã

 

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