1419 – ANDES-SN x PROIFES: rasgar os véus

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PROIFES-CAVALO-2015

 
Prof.  Altino Bomfim
FFCH
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N.
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a assembléia do dia 16/7, ouviu-se os números sobre a crise que atinge a UFBA e a conclamação do reitor para que se continue a resistência em defesa da universidade. É o corte de verbas que impediu que, até o momento, o Proifes não tenha assinado novo acordo com o governo. Se a luta atual se restringisse a questões corporativas tipo salário os pelegos já teriam feito acordo tendo em vista que a proposta que divulgaram assemelha-se à do governo: os índices globais (21 e 27%) e anuais (4%, 7%, 7% respectivamente para 2016, 17 e 18), reposição escalonada e anualização com rebaixada reposição (a questão que não cala: em que laboratório a formularam?).
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Importante divulgar que, assinado acordo, o Governo pretende criminalizar o sindicato ou o movimento caso faça reivindicações no período 2016/2019.   
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Mas, os professores das universidades públicas federais e estaduais,   são trabalhadores? As condições de trabalho e salário a que estão submetidos pelo mesmo patrão, os unifica para a luta? Errou que pensou que sim! 
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A luta de classes que se intensifica na sociedade através da ação programada do governo de retirada de direitos e da precarização do trabalho e dos serviços públicos de todos os tipos e níveis, também está intensa dentro das universidades.
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Além da luta de classes que os trabalhadores da educação têm de travar com os truculentos governos (em Salvador o governo estadual colocou a policia para “negociar com educadores”), desde alguns anos também têm de travar contra o Cavalo de Troia do Proifes colocado por quinta-colunas no movimento docente das IFES.
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Constituem essa organização os professores que política e ideologicamente comungam de seus objetivos. Cabe destacar que, mais recentemente aliançaram-se a esses alguns que até pouco tempo ombreavam com o MD combativo. Alegando determinação partidária (partido ou seita?)  bandearam-se para exercer o papel de apoiar a divisão do MD local e nacional, solapando e minando a organização e capacidade de resistência dos professores na medida em que apóiam, mantêm e protegem o Proifes, documentalmente identificado como instrumento para destruir a organização nacional dos professores – o ANDES-SN – e que, com o apoio através da  assinatura de acordos com o governo, tem concorrido para a desagregação da CARREIRA e retirado de inúmeras conquistas decorrentes de árduas lutas (vide análise produzida pela direção do Andes).
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Daí que é fundamental na luta contra os pelegos e apoiadores que solapam os esforços para fortalecimento do MD e a politização da categoria, desgastando e estressando os professores, a explicitação sobre quem é o Proifes, como surgiu, quem o compõe, como agem e como atuam em consonância e articulação com os governos (vide materiais com suas propostas assemelhadas às do governo).
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Em algumas IFES como a UFBA, é necessário rasgar o véu que encobre os malabaristas que acendem vela “a Deus e ao Diabo”, atuando em momentos como se fosse ANDES ao tempo que estão de braços dados formulando e executando ações de apoio e reforço à ação pelega.
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Esse debate tem de ser aprofundado também porque alguns professores discursam colocando-se, maniqueisticamente, como se fossem “juízes neutros” e como estivessem “acima do bem e do mal”,  dos conflitos de classe, desqualificando como picuinhas o embate político cotidiano entre professores que estão na luta seja no sindicato seja, no presente, no Comando Local de Greve.
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JUIZ-2015
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E.
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nfim, expõem visões bom-mocinhas sem vivenciarem o embate ideológico e de projetos que acontece no dia a dia da greve atual e acontece no cotidiano sindical e em momentos cruciais como a greve de 2012 e nas últimas eleições. Para que não continuem a servir aos interesses dos pelegos em desserviço para a categoria local e nacional, estão convidados a participarem do estressante dia a dia através do Comando Local de Greve/CLG!
Esse debate também é fundamental para tirar a venda dos que, por desinformação, ingênuidade ou bom-mocismo, olvidam e/ou relevam evidencias da práxis do embate com os pelegos, contemporizando e/ou submetendo-se a imposições e limitações que cada vez mais estão sendo impostas pela Diretoria da APUB no sentido de engessar e burocratizar processos da greve, enquadrando  o riquíssimo momento político em curso.
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O tumor que gangrena o MD – o Proifes – está identificado e caracterizado especialmente na UFBA. Seus próceres ao tempo que envidam esforços no sentido de barrar o acesso dos professores às informações buscam inverter situações e confundir a categoria se colocando como vítimas.
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Cabe o alerta para a tentativa de engessar e limitar o debate do dia 23 de julho a elementos gerais e nacionais das duas entidades, impedindo que programe-se tempo para que representantes dos dois lados exponham a situação na UFBA-APUB. Com essa manobra impedem que o real concreto das decisões jurídicas, dos motivos da deposição da diretoria na greve de 2012, dos malefícios dos acordos assinados com o governo, das urnas questionadas e não investigadas nas últimas eleições – entre outros aspectos – não sejam expostos para a categoria, especialmente os que entraram na FBA recentemente. 
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Enfim, os bons mocinhos e bem intencionados deveriam refletir a quem serve esse tipo de postura no embate real e concreto contra os que, de colegas, se transmutaram em algozes dos docentes! Não é demais repetir: “de bem intencionados o inferno está cheio”!
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Salvador, 18/07/2015
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Leia também:
“Coração Valente?”
Movimento Docente: Andes-SN e Proifes
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